terça-feira, 3 de julho de 2012

O importado vermelho de Noé André Sant’Anna



Está chovendo dinheiro em Nova York. Deu no rádio. Deu na CBN. E,
com o meu carro vermelho, importado da Alemanha, logo estarei no
aeroporto e voarei para Nova York pela American Airlines. O meu carro
vermelho, importado da Alemanha, é veloz. Eu tenho poder de compra e
por isso comprei o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Eu tenho
empresas e sou digno do visto para ir a Nova York. O dinheiro que chove
em Nova York é para pessoas com poder de compra. Pessoas que tenham
um visto do consulado americano. O dinheiro que chove em Nova York
também é para os novaiorquinos. São milhares de dólares. Ergui empresas,
venci obstáculos, ultrapassei limites, atingi todas as metas e agora vou para
Nova York, onde está chovendo dinheiro. Possuo as qualificações necessárias,
os dotes exigidos, e sou livre para ir a Nova York, onde está chovendo
dinheiro. As negociações estão encerradas. Meu cérebro de administrador é
perspicaz e tem o veredicto final. Estou indo para Nova York, onde está
chovendo dinheiro. Sou um grande administrador. Sim, está chovendo
dinheiro em Nova York. Deu no rádio. Vejo que há pedestres invadindo a
via onde trafega o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Vejo que
há carros nacionais trafegando pela via onde trafega o meu carro vermelho,
importado da Alemanha. Ao chegar em Nova York, tomarei providências.
O meu cérebro de administrador sabe que providências tomar. Procurei o
desenvolvimento em cada instante de minha vida. Sei exatamente onde
quero chegar. Eu quero ir para Nova York, onde está chovendo dinheiro.
Será uma grande aliança. Eu e o dinheiro que está chovendo em Nova York.
Uma fusão gloriosa. Agora compreendo os desígnios da natureza, a intenção
do destino. Agora posso compreender Deus, que está ao meu lado e faz
chover dinheiro em Nova York. Enxergo claramente a diferença entre o meu
carro vermelho, importado da Alemanha, e os carros nacionais. A diferença
que me separa definitivamente dos pedestres que invadem a via onde trafega
o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Voarei para Nova York pela
American Airlines e Deus estará comigo, indo para Nova York. Deus está
em toda Nova York. Deus é também um grande administrador, como eu,
Paulo e os novaiorquinos. É grande a empresa de Deus, como são grandes
as minhas empresas. Deus toma as providências necessárias e faz chover
dinheiro em Nova York. Milagre! Deu no rádio. Está chovendo dinheiro em
Nova York e eu vou para Nova York. Está chovendo dinheiro em Nova York!
Estou indo velozmente, no meu carro vermelho, importado da Alemanha,
para Nova York. Estou indo para Nova York numa velocidade incrível,
deixando para trás os pedestres e os carros nacionais. Deixando para trás um
passado impecável, rumo a um futuro espetacular. Deus fala diretamente à
minha consciência. Deus faz chover dinheiro em Nova York e não aqui, na
Marginal Tietê, onde só chove chuva de água normal. A grande recompensa
de Deus é exclusiva dos grandes administradores como eu, Paulo e os
novaiorquinos. Caso contrário, choveria dinheiro aqui mesmo, na Marginal
Tietê, onde só chove chuva de água normal e os carros nacionais impedem
a passagem veloz do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Aqui,
onde o Rio Tietê recebe a chuva de água normal, sem um dólar sequer no
meio, que se mistura ao esgoto horroroso constituído pelo excremento dos
pretos desta cidade e pelo subproduto indesejável da insignificante indústria
nacional. Está decidido: a partir deste momento minhas empresas terão
capital internacional e flutuarão no rio global de dinheiro que chove em
Nova York. Estou a um passo do futuro magnífico, planejado, pessoalmente,
por Deus, para mim, para Paulo e para os novaiorquinos. Basta esperar que
os insuportáveis carros nacionais abram passagem para o meu veloz carro
vermelho, importado da Alemanha. Dividirei o Rio Tietê em dois e o atravessarei sozinho no meu carro vermelho, importado da Alemanha, rumo
à terra prometida, que é Nova York, onde está chovendo dinheiro. Vou
sozinho para Nova York. Está decidido. É uma decisão acertada como todas
as decisões que o meu cérebro de administrador toma. A chuva de água
normal que cai sobre o Rio Tietê não impedirá que eu avance cada vez mais.
Os carros nacionais que atrapalham a veloz passagem do meu carro vermelho,
importado da Alemanha, serão esmagados pelos anjos vingadores de Deus.
A chuva cai, mas é só água normal. Não é como em Nova York, onde está
chovendo dinheiro. Ao chegar em Nova York, tomarei as providências
necessárias. Mandarei um e-mail a Paulo, que é um grande administrador e
também vai para Nova York. É preciso substituir o prefeito, que é preto. A
culpa é do prefeito. A chuva de água normal, que faz subir o Rio Tietê. O
subproduto da medíocre indústria nacional. A péssima qualidade dos carros
nacionais. Os buracos que deformam o asfalto das lentas estradas de rodagem
nacionais. O prefeito é preto. A culpa é do prefeito e do povo que votou
nesse prefeito preto. Eu também votei nesse prefeito preto, mas foi a pedido
de Paulo. Nunca vou esquecer o que Paulo fez pelas empresas. Paulo é meu
amigo. Paulo é um grande administrador, como eu e os novaiorquinos. Paulo
já rompeu com o prefeito preto. Me perdoe, Deus, por ter ajudado a financiar
a campanha desse prefeito preto. Me perdoe, Deus. Na época das eleições
eu ainda não havia recebido vossas instruções. Mas agora deu no rádio. Está
chovendo dinheiro em Nova York e eu preciso ir para Nova York. Em Nova
York poderei voar livremente, velozmente, no meu carro vermelho, importado
da Alemanha. Em Nova York, meu carro vermelho, importado da
Alemanha, jamais será assaltado pelos assaltantes pretos. Em Nova York não
chove chuva de água normal. Chove dinheiro em Nova York! Mas é só para
mim, Paulo e os novaiorquinos. Meu enorme capital vai se fundir ao enorme
capital do dinheiro que chove em Nova York. Basta que pare de chover água
normal aqui, na Marginal Tietê. Basta que os carros nacionais sejam eliminados.
Basta que o prefeito preto fique branco e deixe de ser preto como a
água do Rio Tietê ao se misturar com os excrementos dos pretos nacionais.
Deus só está testando a minha fé, por isso não pára de chover água normal
aqui, na Marginal Tietê. Por isso, os carros nacionais continuam a obstruir
a passagem veloz do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Eu tenho
fé, Deus. Eu acredito, Deus. Deu no rádio: está chovendo dinheiro em Nova
York. E logo eu estarei em Nova York, onde está chovendo dinheiro. Oh!
Não! O Rio Tietê está subindo, subindo, subindo... Eu sei de quem é a culpa.
A culpa é do prefeito. O prefeito tem que tomar uma providência. As
bactérias nojentas do Rio Tietê estão invadindo a via onde o meu carro
vermelho, importado da Alemanha, tenta trafegar. O meu carro vermelho,
importado da Alemanha, tenta trafegar velozmente, mas os carros nacionais
impedem seu veloz tráfego. No aeroporto, o vôo da American Airlines está
esperando por mim. Eu tenho um visto para entrar nos Estados Unidos. Eu
tenho uma passagem na primeira classe do vôo da American Airlines que vai
para Nova York. Eu quero ir para Nova York. Está chovendo dinheiro em
Nova York. Deus, leve o meu carro vermelho, importado da Alemanha, para
o aeroporto, onde o vôo da American Airlines espera por esse seu devoto,
grande administrador branco, perspicaz, amigo de Paulo. Deus, eu sou sua
imagem e semelhança, Deus. Eu sou belo, Deus. Eu creio, Deus. Deu no
rádio. Está chovendo dinheiro em Nova York e o meu carro vermelho,
importado da Alemanha, está preso entre os carros nacionais, às margens do
Rio Tietê, onde a água normal e o excremento dos pretos, por culpa do
prefeito, começam a invadir a via onde o meu carro vermelho, importado
da Alemanha, não consegue sair velozmente do lugar. Não perderei a calma.
Tempo há. A American Airlines sempre espera por seus passageiros brancos
da primeira classe. Sou um administrador objetivo. A água normal que chove
no Rio Tietê não pode deter a força de Deus, a velocidade do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Tenho direitos garantidos por lei. As
empresas são minhas. O carro vermelho, importado da Alemanha, que me
levará às asas da American Airlines, é meu. Ainda tenho um almoço de
negócios em Nova York para resolver negócios urgentíssimos. São negócios
de fusão com o capital internacional. Negócios relacionados ao dinheiro que
está chovendo em Nova York. Negócios diretamente relacionados a Deus,
que faz chover dinheiro em Nova York. Deus exige a minha presença em
Nova York. O prefeito deve priorizar a retirada dos carros nacionais que
impedem a passagem velocíssima do meu carro vermelho, importado da
Alemanha. Paulo! Onde está Paulo? Onde está o prefeito? Paulo, retire o
prefeito. Eu quero ir para Nova York. Pretos. Só vejo pretos, carros nacionais
e água normal misturada ao subproduto da fraquíssima indústria nacional
juntamente com o excremento dos pretos. É a investida do Demônio preto
contra o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Não admito. Não
posso admitir. Deus está me pondo à prova. Não se preocupe, Deus. Jamais
abandonarei minha missão. Deus, me desculpe. Minha fé fraqueja. São as
bactérias do Rio Tietê por culpa do prefeito. Sim, Deus. Me reunirei ao meu
amigo Paulo e aos novaiorquinos e me fundirei aos milhares de dólares que
estão chovendo em Nova York. A liberdade internacional está logo ali, ali...
Eu vejo. Eu vejo, meu Deus. Está chovendo dinheiro em Nova York. E eu
posso ver o dinheiro que chove em Nova York. Deu no rádio. Está chovendo
dinheiro em Nova York. Eu posso ver. Deu no rádio. A água normal que
chove no Rio Tietê está atingindo níveis insuportáveis. Uma falta de respeito
ao meu poder aquisitivo, ao meu poder de compra. Eu tenho poder de
compra e não posso admitir que o afrontoso Rio Tietê com o excremento
dos pretos e mais esses abjetos carros nacionais impeçam a trajetória veloz
perfeita do meu carro vermelho, importado da Alemanha, rumo à Nova
York, onde está chovendo dinheiro. São milhares de dólares em Nova York
e milhares de dejetos humanos pretos aqui, na Marginal Tietê, na via onde
meu carro vermelho, importado da Alemanha, já não trafega mais. Deus...
Deus, exijo uma providência. O prefeito tem que tomar uma providência.
Preciso possuir dinheiro em Nova York. Preciso possuir as mais belas
mulheres do planeta em Nova York. Eu tenho direitos. Direitos humanos.
Mas, não. Os direitos humanos servem apenas aos interesses dos criminosos
pretos, que infestam as cadeias nacionais. Eu tenho direitos humanos
internacionais, garantidos pela lei de Deus que me obriga a ir para Nova
York. Eu tenho deveres para com Deus. Saiam da frente do meu carro
vermelho, importado da Alemanha, seus demoníacos carros nacionais dos
pretos. É uma necessidade urgente possuir as mais belas mulheres do planeta
em Nova York. Eu sou um belo com poder aquisitivo. Meu poder aquisitivo
é imensurável, sim sim. Não... Não... Estou cercado de água normal dos
pretos sem dólares como aqueles dólares que chovem em Nova York. Os
dólares que serão meus, de Paulo, dos novaiorquinos, de Deus, de Deus, de
Deus. Tenho um jantar urgentíssimo em Nova York, onde está chovendo
dinheiro. Dólares enviados especialmente por Deus, para mim. Tenho um
jantar com as mais belas mulheres do planeta em Nova York: Julia Roberts,
Cindy Crawford, Nicole Kidman, Kim Basinger, Catherine Deneuve que
sempre vai a Nova York como eu. Naomi Campbell também. Naomi é preta,
mas é muito gostosa. Ela não é igual a esse prefeito preto que permite a
obstrução do meu carro vermelho, importado da Alemanha, pelos miseráveis
carros nacionais, pela catastrófica chuva nacional normal, pelo Rio Tietê,
pretíssimo, cada vez mais cheio, invadindo a via onde meu carro vermelho,
importado da Alemanha, não consegue mais se mover. Deus! Deus! Estou
imóvel enquanto chove dinheiro em Nova York. A água do Rio Tietê e os
excrementos pretos dos pretos e o subproduto da pouco competitiva indústria
nacional estão se aproximando do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Meu carro vermelho, importado da Alemanha, vai ser tocado por excrementos pretos. Não. Isso não vai acontecer. AAmerican Airlines vai me levar a Nova York, onde está chovendo dinheiro. E eu, um belo administrador,
amigo de Paulo, escolhido por Deus, aguardado pelos novaiorquinos,
me fundirei ao dinheiro que chove em Nova York, ao capital estratosférico,
ao corpo nu de Julia Roberts. Me fundirei às mais belas mulheres do planeta
que estão em Nova York. Começarei a tomar providências imediatamente,
retirando o prefeito preto e os carros nacionais que infestam a via onde meu
carro vermelho, importado da Alemanha, deveria estar trafegando. Minhas
empresas possuem grande agilidade. Meu cérebro é uma máquina de última
geração. Sou uma águia na administração. Você está deposto, terrível prefeito
preto. Exijo direitos plenos sobre a alta tecnologia do meu carro vermelho,
importado da Alemanha, e sobre os aparelhos computadorizados do vôo da
American Airlines que me levará à Nova York, onde chove dinheiro. Os
carros nacionais para pretos de baixo poder de compra logo serão levados
pela corrente de água normal e excrementos dos pretos. Os inconsistentes
carros nacionais não vão resistir a esta enchente preta de água normal. Eu
sabia. Deus está mostrando o seu poder fazendo chover água normal aqui,
nesta via ao lado do Rio Tietê. Os carros nacionais e os pretos estão sendo
destruídos. Quando toda esta via automotiva estiver submersa nos excrementos
pretos e no subproduto da fétida indústria nacional, Deus retirará da água
normal o meu carro vermelho, importado da Alemanha, fazendo com que
a velocidade internacional do meu carro vermelho, importado da Alemanha,
me leve ao aeroporto onde o vôo da American Airlines, para Nova York,
estará esperando por mim e por Paulo. Me fundirei à ilha de Manhattan e
aos dólares que chovem em Nova York. Depois irei a Paris para uma reunião
prioritária de negócios e jantares exclusivos com Catherine Deneuve e a
cúpula européia do capital internacional feliz independente. Sim. De Nova
York a Paris. De Paris a Nova York, através da Air France e também da
insuperável American Airlines. Serei cercado pelos paparazzi da imprensa
internacional, mas não morrerei em Paris, à meia-noite, às margens do Rio
Sena, onde nothing is real. Deus está comigo. Mesmo agora que os ignóbeis
carros nacionais começam a ser levados pela enxurrada de água normal,
excrementos e subprodutos. Exijo a presença da imprensa e nada tenho a
declarar. Só falarei na presença de Deus ou do meu advogado. Aqui só há
pretos saindo dos carros nacionais, tentando fugir da chuva de água normal
enviada por Deus. Mas eu ficarei aqui no meu carro vermelho, importado
da Alemanha. Em poucos instantes, Deus iniciará a retirada do meu carro
vermelho, importado da Alemanha. Planarei sobre este rio preto administrado
pessimamente pelo prefeito que é o responsável por toda esta chuva
normal que chove aqui e não em Nova York, onde também chove, mas chove
é dinheiro enviado por Deus. Deu no rádio. Está chovendo dinheiro em
Nova York. Milhares de dólares num fluxo de alta rentabilidade. Ainda bem
que possuo a calma e a frieza objetiva, exclusividade dos grandes
administradores, para enfrentar os poucos minutos que ainda restam antes que os
carros nacionais dirigidos por pretos de baixo poder administrativo sejam
destruídos e o meu carro vermelho, importado da Alemanha, se eleve aos
céus nas asas da American Airlines, rumo a Nova York, onde não pára de
chover dinheiro. Está chegando o momento sagrado. Eu posso sentir a
presença internacional de Deus que me adora. Foi Deus quem me escolheu
para ir a Nova York e participar das reuniões decisivas e dos jantares com
capital que chove em Nova York. A fusão é imprescindível. Agora. Agora.
Estou pronto. Ainda não? Sim, Deus. Estou ouvindo com os meus infalíveis
ouvidos de grande administrador. Está dando no rádio. Uma mensagem.
Cindy Crawford e Michael Douglas estarão à minha espera. A reunião decisiva para eliminar os protozoários maléficos que produzem fichinhas falsas e o prefeito preto do povo preto que produz excrementos aqui, nesta via nacional intransitável que submerge nas águas pretas da insolúvel
indústria nacional, nas margens do Rio Tietê. A paciência é uma virtude dos
grandes administradores belos que se fundem aos corpos das internacionais
mulheres lindas de Nova York, onde chove dinheiro. Oh! Deus. Está tão
frio. A água normal e preta está subindo, subindo. A água preta macula meu
carro vermelho, importado da Alemanha. Oh! Deus. Por que me fazes passar
por esta prova final? O subproduto da indústria preta já atinge meu peito
largo de grande administrador. A água normal é fria. O dinheiro que chove
em Nova York é quente como o regaço de Julia Roberts. A água está toda
preta, toda nacional e pouco desenvolvida. Deus, preciso de uma reunião
intransferível com o senhor que ama a mim, a Paulo, aos novaiorquinos, às
mais lindas mulheres do planeta, ao meu carro vermelho, importado da
Alemanha, ao fluxo intercambiável de capital que chove em Nova York.
Preciso apontar falhas no sistema administrativo deste rio de águas pretas
normais, nesta via que sucumbe à ira dos excrementos de baixo poder
aquisitivo, me afastando do objetivo final proposto a mim, pelo senhor,
Deus. Eu vou ser o prefeito. Eu sou o prefeito. Deu no rádio. Eu vou ser o
prefeito em Nova York com os novaiorquinos, o dinheiro que chove e as
mais lindas mulheres do planeta nas reuniões de máxima urgência com fluxo
global de Paulo. Deu no rádio. Está chovendo dinheiro em Nova York e eu
sou o prefeito. É hora de voar pela American Airlines. Meu carro vermelho,
importado da Alemanha, deve partir imediatamente para Nova York antes
que aquele excremento preto nacional entre em contato com a superfície
vermelha e tecnologicamente avançada do meu carro vermelho, importado
da Alemanha. Contato. Contato. Há falhas no sistema administrativo
nacional. Devo partir imediatamente. Há excrementos pretos flutuando ao
redor de meu forte pescoço. Há água fria. Contato. Deus, contato. Falhas
existem para serem corrigidas. Contato. Contato. Excremento detectado.
Elevarei meu potente maxilar e evitarei que a água nacional preta entre em
minha boca. Elevação iniciada. Contato. Excremento detectado. Contato
bucal com excrementos de baixa qualificação técnica. Julia Roberts, Deus,
contato. A fusão com o capital universal administrativo novaiorquino deve
ser efetuada. Evitar o excremento e a água normal sem dólares. Ar. Água
preta normal, entrando no nariz de linhas arrojadas. Deus, deu no rádio.
Está chovendo dinheiro em Nova York. Está chovendo dinheiro em Nova
York. Excremento preto nacional normal à frente. Eu quero ir para Nova
York. Excremento preto de baixo poder aquisitivo, na minha boc... Está
chovendo dinheiro em Nov