domingo, 8 de março de 2009

Que lingua era falada na Europa na Idade Media?






Na Idade Media falava-se na Europa varias linguas que foram misturadas ao latim que lá foi introduzido a partir do século III a. C. Com o tempo foram-se formando novas linguas em todas as regiões da Europa ocidental. Foi nesse contexto, por volta do século X, que começaram as produções culturais nas linguas regionais, dentre elas o português.
O centro da produção concentrava-se em Provença e dali se tornaram conhecidas em lingua provençal.
È interessante ressaltar aqui que até essa época a cultura, os escritos antigos eram propriedade da Igreja Católica e ficavam nas bibliotecas dos mosteiros. Alguns poucos, que sabiam grego, podiam ler os escritos. A esse respeito recomendo o livro, ou filme "O nome da Rosa". A seguir alguns exemplos dos poemas dessa época.





Cantigas de escárnio e maldizer
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

As cantigas de escárnio e maldizer são um gênero de poesia da Idade Média. Fazem parte do período literário chamado Trovadorismo, que em Portugal encontrou expressão entre os anos de 1189 (ou 1198?) e 1385. Foram escritas, assim como todos os textos populares da época, em galego-português.

A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira dirigida a uma pessoa real, que era alguém próximo ou do mesmo círculo social do trovador. Apresentam grande interesse histórico, pois são verdadeiros relatos dos costumes e vícios, principalmente da corte, mas também dos próprios jograis e menestréis.

Cantigas de Escárnio

As cantigas de escárnio utilizam sátiras indiretas para atingir a pessoa satirizada. Faz-se o uso de ironias e expressões de duplo sentido, e o objeto nunda abc identificado, como neste exemplo de cantiga de autoria de João Garcia de Guilhade:

Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv[o] em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!...
(...)



Cantigas de Maldizer

As cantigas de maldizer são bem mais diretas, chegando a identificar a pessoa satirizada, em alguns casos. O uso de expressões de baixo calão é freqüente, com a clara intenção de difamar o satirizado, como na cantiga de Pero Gargia Burgalés:

Roi queimado morreu con amor
Em seus cantares por Sancta Maria
por ua dona que gran bem queria
e por se meter por mais trovador
porque lh'ela non quis [o] benfazer
fez-s'el en seus cantares morrer
mas ressurgiu depois ao tercer dia!...