quinta-feira, 30 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Inocência, Dor, Amizade, Solidão...







Inocência, Amizade, Compaixão, Espera

terça-feira, 21 de julho de 2009

Texto de Jabor retirado do site da CBN



Texto circulando na internet

A coisa está preta, está tomando rumos que eu não entendo, porque o

Tio Sam que costuma meter o bedelho em rumos que não lhe agradam, ainda não

se manifestou? com as informações privilegiada que ele tem fornecidas pela

CIA!Deve ter caroço debaixo desse angu..



O artigo não é nenhum dos anexos. O artigo do Jabor está bem mais

abaixo do escrito no e-mail que recebi. É cáustico, porém muito bem

escrito. Repassem o mais que puder



Comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:



"A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de

Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lulla' até pode ter

amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da

liberdade de imprensa e de

expressão, configurando-se, portanto, um ato de

censura ."



Em outro trecho:



"Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo

presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à

medida que se apresentem as oportunidades !"



Não deixem de ler, reler, passem adiante!!!!!!







"A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE ( ARNALDO JABOR )



O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou

melhor, "explicáveis" demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados,

todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão

catalogados, fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é

uma situação inédita

na História brasileira.

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político,

infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a

supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade

foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente,

desfigurada.



Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou

no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e

ficar no poder 20 anos.

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os

cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas

irrefutáveis,mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo.

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por

suas ações.

Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se

Vingar .



O

outro não existe para ele e não sente nem remorso nem

vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria

mentira, para conseguir poder.

Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade,

viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas.

A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o

Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em

vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice

e comandante em "vítima".

E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?



Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na

Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados

os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem.

A Lei protege os crimes e

regulamenta a própria

desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis,

pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que

escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse

governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de

ser escrito....

Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me:

" Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?".

A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a

nossa língua.

Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os

raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV,

rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo .

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada

testemunha, muda, aumenta a sensação de que as

idéias não correspondem

mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as

manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca,

operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a

cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois

surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos

Correios e o parecer do procurador-geral da República.

São verdades cristalinas, com sol a Pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-

petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem

o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão

explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como

ousaram ser honestos?".

Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um

juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista".

Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a

família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH,

que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas

agora é diferente.

As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.

Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para

contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma

novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática,

dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que

está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será

transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos

ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o

populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma

oposição mecânica entre

ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra",

recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do

mundo atual.

Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um

lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x

Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo

de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem:

"Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de

verdades!". (Arnaldo Jabor)



Tomara que este texto se transforme na maior corrente que a

internet já viu.

sábado, 18 de julho de 2009

Um manifesto pela leitura literária



Assine o manifesto:

http://www.brasilliterario.org.br/participe.php

sexta-feira, 17 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

Betty Boop e os direitos dos animais



Postado por canalvoid no youtube: vídeo de animação de 1936 sobre veganismo e defesa dos animais

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uma notícia atualíssima


Uma notícia atualíssima!(circulando na internet)

Que interessante, não? A reportagem abaixo da Veja é de maio de 1986. Passaram-se 23 anos. O Brasil ganhou Copas do Mundo, a inflação acabou, a ditadura faz parte da história, Airton Senna morreu, Collor foi eleito e deposto, o PT finalmente assumiu o poder, alguns bebês de 1986 agora estão deixando os bancos das faculdades. Mas a Veja de maio de 2009 pode publicar a mesmíssima matéria, apenas com alguns nomes e circunstâncias diferentes. Surpresa? Absolutamente não. Este país não muda e não mudará jamais. A esculhambação é a nossa cara.

Leia o que publicava a revista Veja, em maio de 1986.

terça-feira, 7 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Ana Peluso - Textos Ilustrados - Projeto Releituras


A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti


Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.


Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.





Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.


Marina Colasanti (1938) nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei, mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em amor, Contos de amor rasgados, Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher (que vendeu mais de 100.000 exemplares), Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Esse amor de todos nós, Gargantas abertas e os escritos para crianças Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento. Colabora, também, em revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

Texto extraído do livro “Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento”, Global Editora , Rio de Janeiro, 2000, uma colaboração da amiga Janaina Pietroluongo, da longínqua Oxford.

quarta-feira, 1 de julho de 2009