sábado, 25 de abril de 2009

Poema de Xandy Britto

http://xandybritto.blogspot.com/

Flor nua no tempo do suor
Boca molhada de vento e toque
Língua suave acariciando meus póros
Porão de desejo e loucura
Pernas tão lisas quanto maçãs
Costas de anjos e alma libidinosa
Letras por todo o corpo, tatuadas,
falando coisas que não consegui ler
Sexo tão gostoso...
Sol da manhã no rosto
Lua iluminando ondas
Borboletas no coração cansado e suado
E lhe digo: foi poesia.
Não foi sexo
Sexo é carne
Poesia é outra coisa
Termino este poema
Sabendo que os versos da cama
Foram muito melhores
Na cama houve erros hortográficos, com “agá”
Acertando os mais lindos cacofatos e pleonasmos
No meio; completamente perdido em metáforas
Metáforas de posições
De inflexões
Gerundiando
De beijões
Dos “ões” e algo mais
Esse verso é tosco perante o que escrevemos na cama
No lençol molhado do motel
E em nossa carne arranhada e rubra
Repito: Sexo é carne...
Poesia... poesia é outra coisa.


Xandy Britto, para Ela, no segundo par de chinelo-brinde-de-motel, 11 horas ou de manhã, estou por fora de tempo e espaço.