quarta-feira, 4 de março de 2009

Cenas de nossa velha infancia





























"E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância..."



Tá ficando velho, hein? Mas recordar é viver!

terça-feira, 3 de março de 2009

Poema de Mario Quintana


O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(E nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta ameaça de paredes,
Há tanta moça bonita,
Nas ruas que não andei
( E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisivel, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave misterio amoroso.
Cidade de meu andar
( Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Desabafo de um professor


Carta aberta à futura Secretária de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia
Costin por Declev Dib-Ferreir em Brasil - país dos absurdos, Desabafo, Educação, Opinião, Política, Reflexões

Prezada Cláudia,
Sou funcionário do município do Rio, professor de Ciências.Tenho este cargo por mérito próprio, por passar em um concurso, há quase 5 anos - não tenho cargo por indicação política.
Li uma matéria com uma entrevista sua nO Globo, dia 08 de novembro de
2008, página 18.
Na ocasião, algumas frases e propostas me chamaram a atenção. Tanto pela
inocência quanto pela maldade das mesmas.
Gostaria de, mui respeitosamente, discutir alguns pontos. Vejamos:
1 - Você diz que pretende investir na qualificação de professores, que
poderão ganhar computadores portáteis?.
Eu agradeço muito o computador, porque estou precisando, pois o meu pifou.
Mas isso, siceramente, não creio que seja investir na qualificação do professor. Já tive a oportunidade de escrever sobre isso por aqui, quando da mesma compra pelo Estado.
Tenho um amigo que ficará com 5 computadores portáteis em casa e não
sabe o que fazer com tantos. Ele e a esposa são professores, ambos do Estado e da prefeitura do Rio. Já tinham um, ambos ganharam do estado e ambos
ganharão da prefeitura.
Professores, cara futura secretária, querem salário decente. Com ele podem comprar seus próprios computadores.
E muitos já o fizeram, pois o preço baixou bastante. Eu mesmo ia comprar um - como eu disse, o meu pifou - mas não vou. Estou esperando ganhar. Mas preferia um bom aumento de salário para comprar o que eu próprio escolhesse e ainda aumentar minha renda.
2 - Você faz uma pergunta: Por que uma cidade que tem tantos mestres e
doutores de qualidade não consegue fazer um Ideb compatível com os de países desenvolvidos??.
O Demétrio Weber já respondeu, mas eu insisto em te responder esta pergunta também.
E o principal motivo é simples: porque mesmo sendo mestres ou doutores
de qualidade, temos que trabalhar em dois, três, quatro ou mesmo em cinco lugares diferentes pra poder somar renda e ter um salário compatível com os de países desenvolvidos!!!
Sem contar as condições em que trabalhamos, secretária, que nem de longe é compatível com as de países desenvolvidos.
A pergunta seria ao contrário: por que não tratamos como os países desenvolvidos os nossos tantos mestres e doutores de qualidade??.
3 - Por fim, sua maior pérola, a frase "Quando um aluno é reprovado, é sinal que o professor falhou."
Fico muito, muito, muito apreensivo que uma pessoa que tenha este pensamento venha a coordenar a maior rede municipal da América Latina.
Para facilitar o entendimento da minha lógica - que pode ser muito profunda para quem nunca entrou numa sala de aula do ensino fundamental de uma escola encravada numa favela - farei um paralelo com o médico.
Imaginemos uma pessoa que desde que nasce não tem cuidados médicos, não
se cuida, não faz exercícios, não se alimenta direito, bebe, fuma, é sedentário, estressado etc.
Essa pessoa passa mal e vai ao médico. O médico receita remédios e faz
uma série de recomendações dizendo que, se não seguir, ele pode morrer.
O doutor marca uma nova consulta para daqui a alguns meses, para
verificar o seu progresso.
A pessoa não fez nada do que o médico receitou e ainda faltou à consulta.
Passa mal de novo e vai ao médico. O doutor dá uma bronca, faz as mesmas
recomendações, passa as receitas novamente, marca uma nova consulta.
O paciente, mais uma vez (ou muitas vezes), não faz o que o médico manda
e morre.
O médico falhou?
Pela sua lógica, quando um paciente morre, é sinal que o médico falhou?.
Oras, garanto que neste caso a senhora achará que o culpado é o paciente, já que o médico fez de tudo para salvá-lo?
Será que o professor também não o faz?
Mas vamos examinar o nosso caso. Por partes e desde o início.
a) quando a criança foi concebida, quem falhou foram os pais, que
souberam gozar mas não evitar a gravidez;
b) quando a moça estava grávida falharam ela, o pai, a família e o
Estado (assistência social, hospitais), que não deram a ela e ao feto um pré-natal decente - ou mesmo nenhum pré-natal;
c) quando ele nasceu e era um bebê cheio de necessidades falharam os
pais que colocaram no mundo uma criança sem ter condições mínimas de criá-lo e falhou o Estado (segurança alimentar) em não dar a ele o que necessitava
para seu pleno desenvolvimento;
d) quando ele era uma criança falhou o Estado mais uma vez por não
oferecer a ele a pré-escola, tão importante no desenvolvimento intelectual e psicomotor nesta idade. Não obstante este ser um direito garantido pela
Constituição Federal:

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a
garantia de:
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos
de idade;
e) nesta mesma idade e até tornar-se o adolescente ao qual a senhora se
refere - aluno do fundamental - falham o Estado, as polícias, os bandidos, os filhinhosdepapai, os atores da Globo, os artistas e todos aqueles que usam drogas, ao condená-lo a viver em um local extremamente violento, com disputas entre facções rivais, com invasões desumanas de policiais em suas casas e um cotidiano de estatísticas piores que de guerras;
f) quanto à sua moradia, falham os políticos filhosdaputa, o Estado (habitação), o empresários, os especuladores, por fazê-lo viver em submoradia, sem o mínimo de conforto, sem espaço para ele, com uma densidade demográfica japonesa dentro de sua casa;
g) falham os publicitários que mentem para que ele não seja ninguém se não tiver o que ele não pode ter;
h) falham as emissoras de telvisão ao entrarem diariamente em contato com ele com imbecilidades que não ajudam em nada seu intelecto;
i) falham os empresários de ônibus que o restringe de andar pela cidade por conta do preço da passagem e do péssimo serviço que oferecem;
j) falham os locais culturais que são inacessíveis a ele (inacessíveis financeiramente ou mesmo barreira-cultural-invisivelmente);
k) falha a sociedade como um todo que o quer longe;
l) falha a estrutura da escola que só o tem em um pequeno período do dia, deixando-o nas ruas no resto das 24h;
m) falha o Corpo de Bombeiros que carrega bandidos carnavalescos desfilando em carro aberto pelas cidades, ao mostrar que quem tem valor é quem tem dinheiro, não importa de onde vem;
n) falham os jornais de grande circulação que estampam nas primeiras páginas, praticamente todos os dias, as fotos e colunas de fofocas de traficantes e outros bandidos - inclusive tenho um O Dia que tem a primeira capa toda falando do casamento de um traficante - glorificando quem é bandido, mostrando a ele que esse é o caminho;
o) falha o Conselho Tutelar ao superproteger mesmo quando fazem merda,
nada fazendo e não mostrando que além de direitos também tem obrigações;
p) falham as editoras de revistas que só colocam a preço de quase nada as revistas mais imbecis que existem, com fofocas e coisas do gênero;
Enfim, apesar de a Constituição prever que a educação, direito de todos
e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a
colaboração da sociedade (Art. 205), a senhora vem me dizer que, quando
um aluno é reprovado, é sinal que o médico professor falhou??
Francamente.
É justamente o professor que está lá dentro, cara futura secretária de educação, com o aluno, diariamente, tentando fazer com que ele estude, com que ele dê valor ao estudo, com que ele aprenda!
Veja pelos exemplos abecedários que dei em cima, que o professor é praticamente o único que quer que ele seja alguém pela educação; o professor que dá valor ao estudo; o professor que luta contra toda a merda que a sociedade faz com ele desde antes dele nascer, para que ele se salve.
Veja, prezada futura, o que diz a Constituição Federal:

CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS
Art. 6º. São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer,
a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Quais destes direitos o Estado - do qual você tem íntima relação, a ver
pelos cargos que já ocupou - oferece ao aluno - e com qualidade?
Quase nenhum, né?
E você vem me dizer que é o professor que falha, como se só o que
fazemos em sala de aula é o que conta, é o que faz um aluno ter sucesso
ou não???
Francamente.
Assinado:
Um professor, mestre, doutorando, que tem diversos empregos e, mesmo assim,
luta para que seus alunos possam superar toda a merda que a sociedade faz com eles para que possam ser alguém na vida e que, justamente por se sentir incapaz de fazer isso com o que o Estado lhe oferece, não acredita em reprovação.

(Circulando na internet)


Acrescento que se todos rebatessem as críticas feitas ao professor com o feito acima talvez fôssemos mais respeitados.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

HQ do www.pablito.com


visite: www.opablito.com

Pérolas do Orkut








Circulando na Internet
Não garanto a veracidade, porém são engraçadas.Cliquem na Imagem para aumentá-las.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um poema para a Dilma: Miguezim de Princesa



Circulando na internet


Um PAC com Dilma


Orlando Brito


Miguezim de Princesa



I

Quando vi Dilma Roussef
Sair na televisão
Com o rosto renovado
Após uma operação,
Senti que o poder transforma:
Avestruz vira pavão.


II
De repente ela virou
Namorada do Brasil:
Os políticos, quando a vêem,
Começam a soltar psiu,
Pensando em 2010
E nos bilhões que ela pariu.





III
A mulher, que era emburrada,
Anda agora sorridente,
Acenando para o povo,
Alegre, mostrando o dente,
E os baba-ovos gritando:
É Dilma pra presidente!


IV
Mas eu sei que o olho grande
É na montanha de bilhões
Que Lula botou no PAC
Pensando nas eleições
E mandou Dilma gastar,
Sobretudo nos grotões.



V
Senadores garanhões,
Sedutores de donzelas,
E deputados gulosos,
Caçadores de gazelas,
Enjoaram das modelos,
Só querem casar com ela.


VI

Eu também quero uma lasquinha
Uma filepa de poder
Quero olhar nos olhos dela
E, ternamente, dizer
Que mais bonita que ela
Mulher nenhuma há de ser.


VII
Eu já vi um deputado
Dizendo no Cariri
Que Dilma é linda e charmosa,
Igual não existe aqui,
E é capaz de ser mais bela
Que Angelina Jolie.


VIII
Dilma pisa devagar
Com seu jeito angelical,
Nunca deu grito em ninguém
Nem fez assédio moral
Ou correu atrás der gente
Com um pedaço de pau.


IX
Dilma superpoderosa:
8 bilhões pra gastar
Do jeito que ela quiser,
Da forma que ela mandar,
Sem contar com o milhão
Do cofre do Adhemar


X
Estou com ela e não abro:
Viro abridor de cancela,
Topo matar jararaca,
Apagar fogo na goela,
Para no ano vindouro
Fazer um PAC com ela.


Do Blog Claudio Humberto

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Escritores policiais: Raymond Chandler


Raymond Chandler
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Raymond Chandler (Chicago, EUA, 23 de Julho de 1888 — 26 de Março de 1959) foi um escritor de histórias policiais e romances dos Estados Unidos da América




Biografia

Raymond Thornton Chandler nasceu a 23 de Julho de 1888 em Chicago, Illinois, Estados Unidos da América. A partir de 1895, após o divórcio dos pais, passou os primeiros anos de vida na Irlanda e a juventude em Londres, onde frequentou o Dulwich College, com o apoio financeiro de um tio materno, um advogado de sucesso. Em Londres publicou os seus primeiros escritos, ensaios e poesia, enquanto trabalhava como free-lancer no The Westminster Gazette e no The Spectator.

Chandler retornou aos Estados Unidos em 1912 onde trabalhou como contabilista. Em 1917, alistou-se no Exército Canadiano e combateu em França. Após o armistício mudou-se para Los Angeles, Califórnia, onde iniciou um caso amoroso com uma mulher já divorciada duas vezes, Cissy Pascal, uma pianista dezassete anos mais velha do que ele, com quem veio a casar em 1924. Por esta altura, Chandler possuía dupla nacionalidade, americana e britânica. Em 1932 Chandler ocupava a vice-presidência na Dabney Oil Syndicate, uma empresa petrolífera em Signal Hill, Califórnia, mas acabou por perder este emprego bem remunerado devido a problemas de alcoolismo.

A Grande Depressão pôs fim à sua carreira de negócios. No princípio dos anos 1930 publicou histórias policiais no Black Mask Magazine. Publicou The Big Sleep (À Beira do Abismo), o seu primeiro romance policial, em 1939, apresentando o detective Philip Marlowe, herói de mais seis romances.


Comentando

Os livros do autor são aventuras que envolvem seus personagens detetives, agente secretos, investigadores de homicidios que entram no submundo norte-americano e levam seus leitores junto.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"O, Abre Alas"





Ser mulher, em finais do século XIX, jovem, bonita, filha bastarda de um militar de alta patente, deixar para trás maridos e filhos, escandalizar uma sociedade preconceituosa, ter amores passageiros e dedicar-se à música era, no mínimo, pouco vulgar numa sociedade patriarcal de finais do do século XIX. É a história de Francisca Gonzaga, considerada a primeira compositora de música popular para o carnaval brasileiro.(Texto e fotos extraidos de O Leme-Biografias)


Foi durante muitos anos a compositora com mais sucessos musicais no Carnaval brasileiro. Há mais de um século, em 1899, compôs um sucesso retumbante a marcha ‘Ô, Abre Alas’. A vida de Francisca Gonzaga está salpicada de romances, aventura e desventura, muita criatividade, alguns escândalos pelo seu comportamento social, e muita, muita música. O seu nome completo era Francisca Edwiges Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro quando ainda governava o Brasil o imperador D. Pedro II. Filha de um militar que ascenderia a chefe de gabinete de um ministro de nome José Basileu Neves Gonzaga - e de uma mulata solteira, Chiquinha, apesar de filha bastarda, foi educada pela família do pai e, como qualquer menina da sociedade, brincou com bonecas, aprendeu a tocar piano, com o maestro Lobo e teve aulas com o cónego Trindade, que lhe ensinou as muitas disciplinas que se ministravam na época e que, mais tarde, serviriam a esta brasileira endiabrada para sobreviver, quando a adversidade lhe bateu à porta.
Assim, até aos 12 anos, Chiquinha Gonzaga estudou Latim, Português, Francês. História, Geografia e Matemática, mas nos seus tempos livres, escapando aos olhares dos familiares mais exigentes, deixou-se fascinar pela música africana dos escravos da casa, música dolente, ritmada, que lhe corria nas veias pelo lado da mãe. Muito cedo começou a compor músicas para piano. Aos 11 anos escreveu ‘Canção dos Pastores”.
Como acontece nos países tropicais, o pai quis casá-la bem cedo. E assim, aos 13 anos, Francisca Edwiges Gonzaga contrai, contrariada, casamento com um Jacinto Ribeiro do Amaral, de 26 anos, oficial de marinha mercante e armador. Para o pai de Chiquinha era um bom partido, mas para ela a vida de casada foi uma triste experiência. O marido, machista como era uso na época, obrigava-a a viajar com ele no navio, obrigando-a a passar dias inteiros retida no camarote, para não conviver com eventuais elementos do sexo masculino que se encontrassem por perto. Acrescia que detestava que a mulher tocasse piano. As discussões multiplicavam-se e Chiquinha, que entretanto ia sendo mãe – teve cinco filhos – vê o marido vender o piano. O desgosto é imenso, mas a lutadora Chiquinha compra um violão, para colmatar a sua necessidade de tocar, O casamento ia de mal a pior. Chiquinha “dá o seu grito do lpiranga” e, numa das viagens, as desavenças entre o casal sobem de tom e Chiquinha pega nos filhos e parte para o Rio de Janeiro. Resumindo abandona o lar. Primeiro escândalo. Cai a vergonha na família. Solidariedade foi algo que Chiquinha não teve, neste período difícil da sua vida, mas sem qualquer experiência da vida apaixona-se e virá a casar com um engenheiro que apreciava música e que construía estradas, Volta o calvário. Este leva-a para lugares inóspitos onde ela vive isolada, nas piores condições, em barracas de campanha e rodeada de pó e trabalhadores. Francamente a sorte parecia não a bafejar, mas passa adiante, sem olhar para trás.
Mas a música e a sensualidade de Chiquinha, que apesar de baixa estatura era considerada bonita, olhos escuros, uma cabeleira negra levemente ondulada, acabam por encantar o flautista Joaquim da Silva Calado que lhe mostra o mundo da boémia carioca. Parecia que a música os iria unir por muito tempo, mas Chiquinha parte novamente, outra paixão entra no seu coração, e então dá-se a ruptura com a família de origem. Não querem saber daquela “degenerada”. Ela era apontada como uma “marginal”. Até teve o desplante de ser a primeira menina filha de família abastada a usar lenço na cabeça, em vez de chapéu, como as outras meninas finas.
É então que Chiquinha percebe que agora tem de ganhar a vida sozinha. Deixa para trás a música erudita que aprendera e começa a compor canções populares. Para poder viver dá explicações de tudo o que sabe, desde piano a geografia e passa a tocar em festas. O filho mais velho, João Gualberto, com 15 anos, também toca. Sempre são mais uns cobres que se ganham.
Em 1877 a compositora brasileira publica a 1ª polca com o título Atraente. Uma das edições desta composição teve capa da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro.
Entretanto o pai sobe a chefe de gabinete do Ministro da Guerra e tudo faz para que a filha não venda músicas, assinando com o apelido Gonzaga. Nada de beliscaduras na sua reputação. Mas “como os cães ladram e a caravana passa’ a filha do general continua a sua vida de compositora. O teatro musicado estava muito na moda é aí que a compositora brasileira vai apostar. Compõe praticamente todo o tipo de músicas: polcas, tangos, lundus, valsas, maxixes, fados, quadrilhas, gavotas, barcarolas, mazurcas, habaneras, choros e serenatas (só não compôs música de jazz porque essa música nasceu no mesmo continente, mas mais a Norte). O sucesso começa a surgir.
Ela foi a primeira maestrina a dirigir uma orquestra e foi ainda mais longe pois chegou a dirigir a banda da Polícia Militar, ‘Mas a música não era a sua única ocupação, como mulher de forte sentido cívico e nacionalista vai apoiar os movimentos abolicionistas e os movimentos pró-republicanos.
CARNAVAL


Ao contrário do que se possa pensar, quando vemos os desfiles do carnaval carioca, tão bem organizados, antes de Chiquinha Gonzaga não havia uma marcação para os desfiles. Os bailarinos eram apenas acompanhados de “zés-pereiras” (termo que chegou ao Brasil via Portugal) e pouco mais. Chiquinha compõe a célebre Corta-Jaca que foi um sucesso estrondoso e que passou a ser a marcha que marcava as danças no carnaval. A popularidade foi de tal ordem que a mulher do presidente do Brasil, Hermes da Fonseca - Nair de Tejé - tocava-a, ao piano nos jardins do Palácio do Catete (residência presidencial na época). Claro que nem todos gostavam desta música sensual, e o erudito Rui Barbosa disse mesmo: “o Corta-Jaca é a mais baixa, mais chula, e mais grosseira de todas as danças. Mas nas recepções presidenciais é executada com honras de música de Wagner”. Gostos não se discutem!
Os desaires amorosos de Chiquinha terminaram no dia em que conhece João Batista. Ele tinha 16 anos e ela 52. Esse amor durou até à morte da compositora brasileira. Trinta e três anos. Para não dar escândalo e chocar certas consciências, o casal passava por mãe e filho, só os mais íntimos sabiam a verdade. Quando João Batista já tinha uma idade ‘conveniente” passou a ser o seu produtor musical. Nesses tempos já os êxitos da compositora eram sem conto. A família tentou aproximar-se, mas não teve qualquer reacção positiva por parte de Chiquinha. Vai mesmo esquecer as filhas viúvas e pobres. Apenas se rodeou dos filhos que sempre a tinham apoiado e amado. Foi Chiquinha Gonzaga quem esteve na origem da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), onde se defendiam os direitos de autor/compositor, porque já nesse tempo se pirateavam gravações. Um disco seu chegou a aparecer feito na Alemanha. Em 1888 antecipando-se à Lei Áurea (abolição da escravatura) compra a liberdade de um músico escravo, José Flauta e, em 1894, é homenageada a bordo de um navio francês sob o comando do almirante Fournier.
Chiquinha venceu numa sociedade estereotipada e machista, e os seus últimos 20 anos de vida foram repletos de homenagens e sucessos. Poucos jovens adivinhariam que aquela senhora pequenina, vestida de modo discreto e com ar feliz tinha passado uma juventude com amores escaldantes, escandalizando e principalmente tudo sacrificando pela música. Passou a ser a convidada de honra de todas as estreias musicais do Rio de Janeiro já nos primeiros anos deste século. Ia acompanhada pelo filho João Gonzaga. Um dia teve a originalidade de promover um concerto com 100 violões para mostrar a força e autenticidade da música popular brasileira.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Verdadeira historia de Madame H. R. Blavatsky


Download Verdadeira História de Madame H. R Blavatsky, Henry Steel Olcott

Madame Blavatsky foi uma das personagens mais marcantes de nosso tempo, e deve ser considerada figura dominante no desenvolvimento do ocultismo. e dos estudos teosóficos em todo o mundo. Sobre Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, citam-se fatos extraordinários. Sua vida é cercada de episódios fantásticos. Ninguém melhor do que Henry Steel Olcott, seu intimo colaborador durante muitos anos e até sua morte, para falar a respeito dessa estranha figura feminina. RAÍZES DO OCULTO, além do relato de episódios da vida de Helena Blavatsky, contém toda a história da fundação da Sociedade Teosófica, em Nova York, e da rápida propagação de seus ideais pelo mundo todo.(Texto e foto extridos de megaalexandria.blogspot.com)

No site megaalexandria.blogspot.com você pode fazer o download desta obra.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Desordem no tribunal

Estas são piadas retiradas do livro 'Desordem no tribunal'. São coisas que as pessoas disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.

Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todo ano.
(NÃO,NÃO,NÃO)
____________________________________________
Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
(SEM COMENTÁRIOS)
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Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
(ANIMALLLLLL)
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Bete?'
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha: Meu nome é Célia.
(SERÁ QUE ELA MATOU O CARA?)
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Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos....
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
(MÁ BURRO)
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Advogado : Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?
(NÃO, A MÃE TAVA LÁ...)
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Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
(EU TERIA RESPONDIDO, JURO...)
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum
Advogado : E quantas eram meninas?
(4...DE NOVO BURRO...)
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
(PARA TUDO....)
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
(UMA MULHER, BARBADA, DO CIRCO...ÃÃÃÃÃ)
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Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
(CAPAZ ?????)
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Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok? Que escola você freqüenta?
Testemunha: Oral.
(ADOREI ESTA)
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Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
(TOMA...BEM FEITO....)
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
(DE NOVO, SEM COMENTÁRIOS...)
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Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!!
(ESSA GANHOU...)



Circulando na internet

Carta aberta ao Bradesco


CARTA ABERTA AO BRADESCO

Senhores Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.



Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de
combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..

Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro
depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'... para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes


inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado.

Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos
gerentes inescrupulosos.

Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.
- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a
manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é
muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que
os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo
o que estão cobrando está devidamente coberto por lei,
regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.

Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..

Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, voces concordam o quanto são abusivas...!?!


Circulando na internet

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cruz e Souza, o poeta simbolista


Cruz e Sousa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Cruz e Sousa
Nascimento 24 de novembro de 1861
Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina
Falecimento 19 de março de 1898
Antônio Carlos, Minas Gerais
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Poeta
Escola/tradição Simbolismo

João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) 24 de novembro de 1861 — Estação do Sítio, 19 de março de 1898) foi um poeta brasileiro, alcunhado Dante Negro e Cisne Negro. Foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.

Filho de negros alforriados, desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa - de quem adotou o nome de família. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885 lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com o jornal Folha Popular. Em Fevereiro de 1893, publica Missal (prosa poética) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao Simbolismo no Brasil que se estende até 1922. Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem tem quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando-a à loucura.

Faleceu a 19 de Março de 1898 no município mineiro de Antônio Carlos, num povoado chamado Estação do Sítio, para onde fôra transportado às pressas vencido pela tuberculose. Teve o seu corpo transportado para o Rio de Janeiro em um vagão destinado ao transporte de cavalos. Ao chegar, foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier por seus amigos, dentre eles José do Patrocínio.Onde permaneceu até 2007, quando seus restos mortais foram acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa no centro de Florianópolis.

Foi integrante da Academia Catarinense de Letras, de cuja cadeira 15 é patrono.


As estrelas

Lá, nas celestes regiões distantes,
No fundo melancólico da Estrela,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.

Quantos misterios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Qumra,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.

(...)

Trecho de soneto de Cruz e Soza de 1900, em Poesias Completas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pesquisa dos alunos


(circulando na internet)
SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE TRÁGICO.....
COMO OS ALUNOS FAZEM PESQUISA HOJE


A pesquisa

Fê: - E aí?
Dado: -Firmeza. E aí?
Fê:- Show de bola. Fez o homework?
Dado:- Que homework?
Fê: -O que a profe pediu.
Dado:- Putz, caraca! A de história, né?
Fê: -Só.
Dado:- Que saco, esqueci! Qual que era a bagaça mesmo?
Fê:- Espera que eu vou ver. ..........
Dado:- Achou?
Fê:- Espera, pô! Ah, tá aqui: diga por que o dia 31 de março mudou a história do nosso país.
Dado: -Tem idéia?
Fê:- Nadica.
Dado:- Então a gente se fala tipo daqui a pouco. Bj.
Fê:- Bj.

(Meia hora depois.)

Fê: -E aí, foi no Google?
Dado:- Fui. E vc?
Fê: -Total.
Dado:- Matou a charada?
Fê: -Matei.
Dado:- Então fala aí, gata, por que o 31 de março mudou a história do nosso país?
Fê: -Se liga: no dia 31 de março de 1889 a Torre Eiffel foi dedicada à cidade de Paris.
Dado: -Bizarro. Mas o que isso tem a ver tipo com o Brasil?
Fê: -Ah, sei lá! Antes não tinha a torre, entendeu? Aí os brasileiros não entravam numas de ir pra fora, conhecer o mundo. Fez a torre, aí abriu pra ir, visitar e os caras começaram a viajar. Por isso que tem tanto brazuca lá fora, tá ligado?
Dado:- Louco.
Fê: -Você achou algum treco?
Dado:- Uma pá de coisa!
Fê: -Fala uma.
Dado: -Tipo, eu achei que nesse dia, em 1492, uns reis lá expulsaram os judeus da Espanha.
Fê: -E aí? Onde que o Brasil entra nessa?
Dado: -É que aí os judeus tiveram que ir pra Alemanha, o Hitler caiu em cima dos caras e eles vieram pra cá.
Fê:- Pra Higienópolis?
Dado: -Tudo a ver.
Fê:- Sabe, cara, tô achando que pode ser outra coisa.
Dado: -Tipo o quê?
Fê:- É que eu também achei isso, ó: no dia 31 de março de 1900 saiu o primeiro anúncio de carro da história. Era uma firma da Filadélfia, meu, e eles publicaram o anúncio num jornal que chamava Saturday Evening Post. Vai ver é isso, porque aí os brasileiros acharam o anúncio o maior chique, começaram a comprar carro e acabou dando esses congestionamentos.
Dado:- Sei não, nada a ver... Eu estou numa de que é uma coisa mais...sabe?, um troço mais zoado.
Fê:- Mas, meu!, o quê?
Dado: -Sei lá, um treco tipo guerra, entende?
Fê:- Nadica.
Dado: -Eu li num lugar aí que teve uma revolução aqui.
Fê:- Aqui? No bairro? Xi, agora só vou sair na rua de capacete.
Dado:- Pô, gata, é sério!
Fê:- Rs, rs, rs, rs.
Dado: -Olha só: parece que teve uma revolução mesmo, tipo um negócio com general.
Fê: -Se liga, vc acha que teve guerra aqui?
Dado: -Pô, de repente teve, sei lá...
Fê: -Com esse negócio de espião, granada, metralhadora? Você pirou! Daqui a pouco vc vai dizer que torturaram neguinho no Brasil.
Dado:- Pode ser. Que nem fizeram no Iraque. Eu vi no YouTube.
Fê: -Ai, meu, sei lá... pra mim isso é viagem sua.
Dado:- Pô, a gente fica com o que, então?
Fê: -Paris, meu. Relaxa que é aquele lance da Torre Eiffel.
Dado: -Tá bom, vou na sua. Me atacha a sua pesquisa que eu colo no arquivo.
Fê:- Tá indo... Tá indo... Foi.
Dado:- Valeu. Agora eu vou jogar umas duas horas de Mortal Annikilation.
Fê:- E eu vou dar um rolê no Shopping. Blz?
Dado: -Blz.
__________________________________________________*_-

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Os blogueiros responderam


Repasso aqui para que todos tenham oportunidade de saber o quê alguns blogueiros estão lendo:

1. "Uma mulher chamada Damaris" de Jannette Oke (Ismaelita)
2. "O Mercador de Veneza" de Shakespeare (lobodomar)
3."Seleções Readers Digest" (marymiranda)
4."Círculos de Aprendizagem para a Sustentabilidade" de Roseli Dahlem, RosanePletsch, Valéria Casale (guizovermelho)

Agradeço a eles as indicações.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Você conhece a Agenda 21?


Agenda 21

Apresentação


A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.


Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.


Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.


Para ler mais acesse http://www.ecolnews.com.br/agenda21

sábado, 31 de janeiro de 2009

Gorilas em extinção

Extraido de BBC online

Parque e ONG WildLife Direct divulgaram fotos das filhotes de gorilas, as gêmeas Ndeze e Ndakasi, brincando com os guardas florestais do Centro de Resgate da ONG.


ONG afirma que existem apenas 600 gorilas da montanha no mundo atualmente. Cerca de 200 deles vivem no Parque Nacional de Virunga.









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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Guarani

Il guarany
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Il Guarany)
Il guarany
Nome em português O Guarani
Idioma original Italiano
Compositor Antonio Carlos Gomes
Libretista Antônio Scalvini
Tipo do enredo Épico
Número de atos 4
Número de cenas 4
Ano de estréia 1870
Local de estréia Teatro alla Scala, Milão, Itália.

Il guarany (em português, O Guarani) é uma das óperas do compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes. É uma ópera em quatro atos, em italiano como o libreto de Antônio Scalvini e estreou no Teatro Scala de Milão, na Itália, em 19 de março de 1870, fazendo um grandioso sucesso. A ópera Il guarany tem como maior destaque a sua abertura. Esta é até hoje muito interpretada, além de muito conhecida por ser o tema do programa a Voz do Brasil.

Tirando um trecho famoso, que aqui não está, por tocar num programa de radio do governo escute outro trecho e veja como é bonita a ópera O Guarani.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Que livro você estálendo?

Nessa semana eu estou lendo um livro chamado "Precisamos falar sobre o Kevin" de Lionel Shriver, da editora Intrínseca, RJ. A mãe de Kevin faz um relato, por meio de cartas, sobre o filho, autor de uma chacina numa escola de suburbio em NY. E você? O que está lendo?

Livros-Boticelli

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Quem tem medo de Vírginia Woolf?"



Virginia Woolf
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Virginia Woolf

Virginia Woolf (Londres, 25 de Janeiro de 1882 — Lewes, 28 de Março de 1941) foi uma das mais importantes escritoras britânicas. Estreou na literatura em 1915 com um romance (The Voyage Out) e posteriormente teria realizado uma série de obras notáveis, as quais lhe valeriam o título de "a Proust inglesa". Faleceu em 1941, tendo cometido suicídio.

Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria freqüentado desde cedo o mundo literário.

Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e se mata de forma triunfante.

Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.

A obra de Virginia é classificada como modernista. O fluxo de consciência foi uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras.


Comentando

A primeira vez em que ouvi falar na autora foi com o filme que foi feito com esse nome "Quem tem medo de Vírginia Woolf?" quando eu era adolescente. Claro que, hoje, após a faculdade e muito mais, já conheço um pouco da sua obra, que, aliás, não é tão extensa. Há pouco tempo, um livro dela foi usado como o fio condutor do filme "As horas", filme que indico a todos.Virgínia era atormentada por uma doença, que , imagino,para a qual, naquela época, nem havia diagnóstico. Mas sua obra é deliciosa e sensível.Dedicou toda sua vida à literatura.

Leia um pequeno trecho de sua obra "Rumo ao Farol"

1

_ É claro que amanhã fará um dia bonito-disse a Sra. Ramsay, - Mas vocês terão de madrugar - acrescentou.
Essas palavras trouxeram uma extraordinaria alegria a seu filho, como se a excursão já estivesse definitivamente marcada. Após a a escuridão de uma noite e a travessia de um dia, o desejo - por tantos anos aspirado - era agora tangível.


Obras

* A viagem (The Voyage Out) (1915)
* Noite e dia (Night and Day) (1919)
* O quarto de Jacó (Jacob's Room) (1922)
* Mrs. Dalloway (1925)
* Rumo ao farol (To the Lighthouse) (1927)
* Orlando - Uma biografia (Orlando: A Biography) (1928)
* As ondas (The Waves) (1931)
* Flush (Flush: A Biography) (1933)
* Os anos (The Years) (1937)
* Entre os atos (Between the Acts) (1941)
* Contos Completos (1917-1941)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Coisas de loira (nada pessoal)

A GARRAFA TÉRMICA
Uma loira entra numa loja e vê uma coisa brilhante.
- O que é isso? - pergunta ela.
- Uma garrafa térmica - responde o vendedor.
- E o que ela faz? - pergunta ela.
O vendedor explica:
- Ela mantém frias as coisas frias e quentes as coisas quentes.
A loira compra a garrafa térmica.
No dia seguinte, ela a leva para o trabalho.
Seu chefe, estranhando esse objeto brilhante, pergunta o que é.
- Uma garrafa térmica - responde ela.
- E o que faz? - pergunta o chefe.
- Mantém quente as coisas quentes e fria as coisas frias - responde a loira.
O chefe pergunta:
- E o que tem dentro?
A loira, satisfeita, diz:
- Duas xícaras de café e um suco gelado.


A EXTRAÇÃO DO RIM
A loira passeava pelo shopping quando, de repente, encontra uma velha conhecida:
- Nossa, maravilhosa! Como você emagreceu!
- Pois é... Perdi quinze quilos! Eu tive de extrair um rim!
- Credo! Eu não sabia que um rim pesava tanto...


A BALANÇA
A loira entra na farmácia segurando um bebê e pergunta ao balconista
se pode usar a balança de bebê, de graça.
- Lamento, minha senhora, nossa balança que pesa bebês está no
conserto. Mas, podemos calcular o peso do bebê, se pesarmos a mãe e o
bebê juntos, na balança de adulto. Em seguida, pesamos a mãe sozinha e
subtraímos o segundo valor do primeiro!
- Ah! Isso não vai dar certo - diz a loura.
- Por que não?
- Porque eu não sou a mãe, sou a tia!!!


ESCUTANDO VOZES
O psiquiatra pergunta para a loira:
- Costuma escutar vozes, sem saber quem está falando ou de onde vêm?
- Sim...Costumo!
- E quando isso acontece?
- Quando atendo ao telefone!



DO OUTRO LADO
A loira está no bar. Ela chama o garçom e, quando este se aproxima,
ela se levanta e fala baixinho no ouvido dele:
- Onde é o banheiro?
O garçom responde:
- Do outro lado.
A loira se aproxima do outro ouvido do garçom e pergunta:
- Onde é o banheiro?


A MORTE DA MÃE
A loira chega ao trabalho em lágrimas. O chefe, sempre solícito com a
loira, pergunta o que aconteceu...
- Hoje de manhã, antes de sair para trabalho, recebi um telefonema
dizendo que minha mãe morreu!
O chefe propõe imediatamente:
- Priscila, volte já para casa. Vá descansar.
- Não quero - responde a loira - prefiro ficar trabalhando, vai me distrair.
Algumas horas depois, o chefe nota que a loira voltou a chorar, mais
sofrido ainda.
Ele vai até ela e pergunta:
- Não melhorou?
A loira explica:
- A bruxa tá solta! Acabei de receber um telefonema de minha irmã. A
mãe dela também morreu...


EVA ERA LOURA
Descobriram que Eva era loura.
É que ela, numa bela tarde no paraíso, chegou por trás de Adão,
tapou-lhe os olhos e perguntou:
-Adivinha quem é?


CONTRA-MÃO
A polícia diz para uma loira:
- Dirigindo na contramão! A senhora não está vendo para onde está indo?
- Não. - diz a loira. - Mas deve ser muito ruim lá, está todo mundo voltando..




Circulando na internet.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Mensagens de uma escola aos pais




Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia
decidiram gravar na secretária eletrônica da escola. A escola exige
dos alunos e dos pais responsabilidade pelas faltas dos estudantes e
pelos trabalhos de casa. A escola e os professores estão sendo
processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo
com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.
.
AQUI VAI A MENSAGEM GRAVADA:
"Olá! Para podermos ajudá-lo, por favor ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecla 1
- Para dar uma desculpa para seu filho não ter feito o trabalho de
casa - tecla 2
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecla 3
- Para insultar os professores - tecla 4
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim
do seu filho - tecla 5
- Se quiser que criemos o seu filho - tecla 6
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecla 7
- Para pedir um professor novo, pela terceira vez este ano - tecla 8
- Para se queixar do transporte escolar - tecla 9
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecla 0
- Se você já compreendeu que este é um mundo real, que seu filho deve
ser responsabilizado pelo próprio comportamento e que a culpa da falta
de esforço do seu filho não é culpa dos professores, desligue o
telefone e tenha um bom dia! "
(circulando na internet)

Dia Nacional da Leitura





A partir desse ano, 12 de outubro vai representar mais uma data especial:
o 'Dia Nacional da Leitura',
como consta no calendário oficial de celebrações relacionadas à Cultura.
A decisão foi publicada na última sexta-feira, 9 de janeiro, após a assinatura da Lei nº 11.899 - que também institui a Semana Nacional da Leitura e da Literatura -
Com a iniciativa, o Governo Federal pretende ressaltar a importância do hábito da leitura no país, fundamental no processo de formação do indivíduo e de inclusão sociocultural.
Objetiva, ainda, destacar a criação literária e o papel da leitura, em especial entre os mais jovens, pois a data também é consagrada como o Dia da Criança.ACultura brasileira já contava com outras datas para celebrar o segmento do Livro,
Leitura e Literatura - Dia do Bibliotecário, 12 de março;
Dia Nacional do Livro Infantil, 18 de abril;
Dia Nacional do Escritor, 25 de julho; e
Dia Nacional do Livro, 29 de outubro; dentre as oficiais.*Fonte:Ministério da Cultura
http://www.aletria.com.br/
(texto publicado em Blogseducativos)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Teatro


Shakespeare: Romeu e Julieta

Durante a era medieval havia forte oposição da Igreja contra as manifestações teatrais, porém, no final da Idade Média, o teatro ressurge como forma popular exatamente na Igreja no século X. O motivo era que as dramatizações facilitavam a compreensão das mensagens bíblicas em latim e motivavam o povo para as cerimônias religiosas.
As atividades teatrais eram produzidas dentro das igrejas e mosteiros e apresentavam interlúdios dramáticos, eventos do novo e velho testamento que faziam grande sucesso. Assim, foi grande a contribuição da igreja para a formação do gosto teatral e de uma platéia emergente. Porém, por vários motivos, a partir do século XIII, houve a remoção do teatro para o exterior das igrejas. A apresentação das peças passou a ser na frente da porta da igreja, a plataforma tornou-se o palco e a praça recebia a audiência.
Mais tarde, no século XV, a encenação de peças teatrais na Inglaterra era feita em carroças, que eram palco, casa e meio de transporte para as trupes de atores vagantes.
O teatro de Shakespeare surgiu após o primeiro renascimento das formas clássicas e no contexto acima descrito. Era um teatro experimental, com uma mistura de diversas formas e estilos. Houve a profissionalização do do ator, pois antes os atores eram padres e monges, depois os membros das guildas e, por fim, atores. Também, foram construídos os primeiros teatros.
Shakespeare, na tragédia de Romeu e Julieta, pretendia denunciar a guerra civil, que era muito freqüente na época em que viveu. Em Romeu e Julieta há a reafirmação da ordem moral do universo ( elemento fixo das peças) na forma da ordem social. Nessa época, ainda eram poucos os alfabetizados e os textos teatrais apelavam , para a escrita em versos e rimas para que fossem melhor entendidas pelas pessoas.
A rainha Elizabeth I da Inglaterra estimulou e ajudou Shakespeare em sua trajetória como produtor teatral.

Joyce Sanchotene

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

Protestos no mundo


Protestos

Dezenas de milhares de pessoas participaram de protestos no mundo todo contra a ação militar israelense na Faixa de Gaza, pedindo um imediato cessar-fogo.


Protesto em Londres
Manifestantes de Londres afirmaram que este 'é apenas o começo'
A maior manifestação ocorreu em Paris, onde mais de 20 mil pessoas se reuniram.

Em Londres cerca de 10 mil pessoas participaram do protesto e centenas de sapatos foram arremessados na entrada da residência do primeiro-ministro Gordon Brown, Downing Street.

Também ocorreram protestos em Bruxelas, Haia, Amsterdã e Chipre.

Em Israel dezenas de milhares de árabes israelenses fizeram um protesto contra a ofensiva israelense na cidade de Sakhnin.

tributo `a amizade

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Natal do Bush

Indicação de texto



Veja texto sobre o assunto em:
http;//caderno.josesaramago.org

Israel
Dezembro 31, 2008 by José Saramago
Não é do melhor augúrio que o futuro presidente dos Estados Unidos venha repetindo uma e outra vez, sem lhe tremer a voz, que manterá com Israel a “relação especial” que liga os dois países, em particular o apoio incondicional que a Casa Branca tem dispensado à política repressiva (repressiva é dizer pouco) com que os governantes (e porque não também os governados?) israelitas não têm feito outra coisa senão martirizar por todos os modos e meios o povo palestino. Se a Barack Obama não lhe repugna tomar o seu chá com verdugos e criminosos de guerra, bom proveito lhe faça, mas não conte com a aprovação da gente honesta. Outros presidentes colegas seus o fizeram antes sem precisarem de outra justificação que a tal “relação especial” com a qual se deu cobertura a quantas ignomínias foram tramadas pelos dois países contra os direitos nacionais dos palestinos.

Ao longo da campanha eleitoral Barack Obama, fosse por vivência pessoal ou por estratégia política, soube dar de si mesmo a imagem de um pai estremoso. Isso me leva a sugerir-lhe que conte esta noite uma história às suas filhas antes de adormecerem, a história de um barco que transportava quatro toneladas de medicamentos para acudir à terrível situação sanitária da população de Gaza e que esse barco, Dignidade era o seu nome, foi destruído por um ataque de forças navais israelitas sob o pretexto de que não tinha autorização para atracar nas suas costas (julgava eu, afinal ignorante, que as costas de Gaza eram palestinas…) E não se surpreenda se uma das suas filhas, ou as duas em coro, lhe disserem: “Não te canses, papá, já sabemos o que é uma relação especial, chama-se cumplicidade no crime”.

Observação: Texto extraído de http://caderno.josesaramago.org

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Dica de livro


Setembro 1999 Edição 25.728 Sábado, 11/09/1999 Tiragem 458,037 CADERNO ESPECIAL - JORNAL DE RESENHAS

Órfão de pátria

11/09/1999

Autor: ISABEL LUSTOSA . . 6306isabEditoria: CADERNO ESPECIAL Página: Especial-6 9/3733Edição: Nacional Tamanho: 6494 caracteres Sep 11, 1999Observações: JORNAL DE RESENHAS; COM SUB-RETRANCA; PÉ BIOGRÁFICOAssuntos Principais: AS BARBAS DO IMPERADOR /LIVRO/; LILIA MORITZ SCHWARCZ

Órfão de pátria ISABEL LUSTOSA Assim como se disse de Truman que fora a primeira criança adotada por uma empresa, de D. Pedro 2º pode-se dizer que foi a primeira criança adotada por um país. Possivelmente a cena mais traumática de sua infância deve ter sido a da manhã de 7 de abril de 1831, em que acordara imperador do Brasil, sem pai, mãe e madrasta. Naquele dia, D. Pedro 1º abdicou em nome de seu pequeno filho. O menino, muito afeiçoado ao pai, já não o encontrou ao acordar. Foi vestido e levado, em prantos, de São Cristóvão ao Paço Imperial, para ser aclamado imperador. Talvez tenha lembrado dessa cena quando, a 17 de novembro de 1889, pisou pela última vez terra brasileira, expulso pelo país que o educara. Dois abandonos, duas orfandades: neste interregno cresceu o homem e cresceu a nação, numa simbiose que parecia impossível de ser desfeita.Lilia Schwarcz recupera em seu livro a trajetória de D. Pedro e das várias imagens que se veicularam de sua "persona": de órfão da nação a imperador tropical e mecenas do movimento romântico; de senhor da guerra a rei-cidadão; de soberano viajante, amigo e divulgador das ciências e das belas-letras, a mártir da pátria, morto no exílio. Aparentemente D. Pedro ia se deixando moldar, apático e dissimulado, mesmo quando a questão foi a do casamento. No entanto, mais de um contemporâneo registra sua decepção diante da imperatriz que viera de encomenda da Europa e que em nada se assemelhava aos retratos que a antecederam. D. Teresa Cristina era feia, baixa, gorda e mancava de uma perna. Sob o impacto do primeiro encontro, o jovem monarca desolado chorou nos braços de sua aia, a condessa de Belmonte, mas acabou por se submeter ao que ela lhe recomendou: "Cumpra seu dever, meu filho".O imperador tropical Após o casamento, o príncipe começa a intervir na vida cultural do país. Filho do ambiente beletrista e bacharelesco do tempo, produto de uma esmerada educação que privilegiava os aspectos mais ornamentais do conhecimento, como era típico no Brasil do século 19, D. Pedro logo encontraria sua turma no Instituto Histórico e Geográfico e na Academia de Belas-Artes.Durante as décadas de 40 e 50, no período que antecedeu a Guerra do Paraguai, foi o centro de uma incipiente vida cultural e científica. Além de dedicar-se aos estudos de astronomia, engenharia, medicina, hebraico e à tradução de textos clássicos, comandava um salão literário no Palácio de São Cristóvão, dirigia as sessões do Instituto Histórico, ia à ópera, acompanhava exames do Colégio Pedro 2º e inaugurava as exposições anuais da Academia de Belas-Artes.São dessa fase as representações pictóricas do imperador tropical, sempre cercado de palmeiras, abacaxis, cajus e outros que tais. Por meio da mistura de elementos nativos e estrangeiros, caracterizavam-se simultaneamente o monarca e a nação: um Habsburgo, alto, louro, de olhos azuis, envolto num manto de penas de galo da serra, em meio à natureza exuberante. Este imperador e este império americano pediam um símbolo. A imagem escolhida, o índio, deixava na sombra tanto o negro, por demais associado à vergonhosa escravidão, quanto o branco, seu feitor. Encarnação americana do "bom selvagem", o índio era o representante mais digno e legítimo para o jovem país. Do contato entre essas duas imagens, diz Lilia, saíram alterados tanto o imperador quanto o índio: os indígenas nunca foram tão brancos, o monarca jamais foi tão tropical.Nessa fase do mecenato imperial, o indígena se torna tema privilegiado na literatura e nas artes. Entre os "patriotas caboclos", como os apelidaria Varnhagen, avesso à elevação do índio àquelas alturas, logo se daria um racha. Tudo começou com a polêmica iniciada em 1856 em torno do poema de Gonçalves Magalhães: "A Confederação dos Tamoios". Magalhães fazia parte daquela plêiade de artistas e intelectuais que, liderados pelo jovem imperador, pretendiam estabelecer as matrizes de nossa identidade cultural. Seu poema deveria ser um dos pilares daquele projeto. Mas o jovem e ambicioso filho do padre Alencar, o então quase desconhecido José de Alencar, publicou violenta crítica ao poema de Magalhães. Alencar pagaria caro por sua oposição à liderança intelectual do príncipe. Excluído do ministério, só lhe restaria vociferar pela imprensa contra as veleidades literárias do monarca.A segunda encarnação de D. Pedro seria a de "senhor da guerra". Ou por total aversão aos caudilhos latino-americanos, ou para se vingar de ter sido chamado nos jornais paraguaios de "El gran macacon, rey de los macaquitos", o fato é que D.Pedro prolongou a Guerra do Paraguai além do que até mesmo Caxias considerara necessário. Apenas para garantir que não sobrasse nem sombra de Solano López.Ao senhor da guerra sucederá o monarca cidadão, e o império tropical, apesar da escravidão, dar-se-á ares de democracia coroada. De cartola e casaca o rei viaja pelo mundo, renuncia ao título de soberano porque a soberania era do povo, abole o beija-mão e rejeita títulos e estátuas. O país acompanha o rei e procura mostrar sua melhor imagem nas grandes exposições universais. Desde a primeira, em 1862, o esforço das elites e do imperador será no sentido de veicular uma imagem diversa deste país distante, agrícola, monárquico e escravocrata, mas que queria se ver representado como uma nação moderna e cosmopolita. Seu rei é um pioneiro, aberto às novas tecnologias, um dos primeiros a incorporar e popularizar a fotografia e o telefone.Ao final de seu reinado, D. Pedro 2º parecia farto do cargo e da farsa. Farto de carregar o personagem, como confidenciaria à condessa de Barral. O imperador, que aos 12 anos parecia um homem de 40, era, aos 64, quando foi deposto, um velho cansado e doente. Sua incredulidade diante dos acontecimentos que resultaram na República parecia fruto de seu gradativo alheamento dos negócios públicos. Lilia acentua a representação do exílio e da morte do imperador como fecho ideal, quase necessário para a consolidação definitiva do mito. Da mesma maneira que o suicídio o foi para Vargas.A rica e detalhada iconografia funciona aqui como fonte e objeto, na medida em que a autora constrói seu argumento aliando a análise das imagens à dos fatos e da versão dos fatos. Lilia estabelece um proveitoso diálogo com as imagens, e estas, com o que têm de problemático, intencional, duvidoso, acabam sendo tão reveladoras no que pretendem esconder quanto no que querem mostrar.Isabel Lustosa é pesquisadora da Casa de Ruy Barbosa (RJ).

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